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Rosh Hashaná, Ano Novo judaico

Esta semana estamos celebrando o Ano Novo judaico.

O Rosh Hashaná (em hebraico; ראש השנה, Cabeça do ano)— que significa o “Ano Novo judaico”—ocorre no primeiro dia do primeiro mês (Tixri) do calendário judaico. A Torá refere-se a este dia como Yom ha-Zikkaron (o dia da lembrança) ou Yom Teruah. O início de um período de introspecção e meditação de dez dias (Yamim Noraim) que acaba no primeiro dia de Yom Kipur.

Em Levítico 23:23- 28 diz : “Disse o Senhor a Moisés: Diga também aos israelitas: No dia primeiro do sétimo mês vocês terão um dia de descanso, uma reunião sagrada, comemorada com toques de trombeta. Não realizem trabalho algum, mas apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo”.

Disse o Senhor a Moisés: O décimo dia deste sétimo mês é o Dia da Expiação. Façam uma reunião sagrada e humilhem-se, e apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo.

Não realizem trabalho algum nesse dia, porque é o Dia da Expiação, quando se faz propiciação por vocês perante o Senhor, o Deus de vocês.”

As Escrituras Sagradas nos ensinam que é momento de pararmos e ouvirmos o som do Shofar (trombeta). Um ciclo se encerra e outro se inicia, trazendo à memória a nossa gratidão pelo dom da vida que o Eterno soprou, o qual Ele sustenta ao longo da nossa história.

Neste dia a Criação celebra uma espécie de aniversário, onde contamos os anos da existência da humanidade e de seu primeiro representante – Adam ou Adão. Há 5780 anos o Criador soprou o hálito de vida em (Adam) e ele se tornou ser vivente.

A Festa de Shofarot (Trombetas) é uma das sete festas solenes dadas pelo Senhor a Israel. O dia da comemoração de Shofarot se torna um Shabat, quando é proibido o trabalho (Lv.23:32). Para os nossos dias seria como um feriado.

A celebração de Rosh Hashaná (cabeça do ano ou novo ano) traz uma reflexão profunda sobre o tema, já que essa contagem também nos faz recordar o tempo de afastamento da humanidade e de seu Criador. Por isso, somos constrangidos a retornar nossa vida ao Eterno e fazermos paz com Ele por meio da expiação de pecados.

Na festa de Shofarot (Trombetas) iniciava a terceira peregrinação dos israelitas à Jerusalém para celebrar ao Deus de seus pais com sacrifícios e ofertas pacíficas ao som do Shofar (Nm.29:1-6). Portanto, Shofarot começava o último ciclo das festas anuais de Outono. Na sequência a Rosh Hashaná/Shofarot (Trombetas), dez dias depois temos o Yom Kipur (Dia do Perdão) e depois Sucot (Festa dos Tabernáculos ou tendas).

O shofar (trombeta) não é um instrumento musical, pois ele não tem um som harmonioso. Contudo, não é esse o seu propósito. A razão do shofar é mais profunda, é um chamado estridente e agudo para o arrependimento, de todos aqueles que reconhecem o seu toque. O chifre de carneiro (shofar) está intimamente ligado a Israel pelo fato de ter sido um carneiro o substituto de Isaque no Monte do Senhor, Moriá (Gn.22).

O Rosh hashaná (Ano Novo) se iniciou no entardecer de domingo 29 de setembro, dura 10 dias e finaliza no grande Dia do Perdão (Yom Kippur).

O Yom Kipur é o Dia da Expiação, sendo uma das datas mais importantes do judaísmo.

Para o judaísmo, no dia do perdão (Yom Kipur), é quando Deus perdoa a todo Israel. Durante esse dia, nada pode ser comido ou bebido, inclusive água. Não é permitido lavar a boca, escovar os dentes ou banhar o corpo. Somente o rosto e as mãos podem ser lavados pela manhã, antes das orações. Não se pode carregar nada, acender fogo, fumar, nem usar eletricidade. O jejum não é permitido para crianças menores de 8 anos, pessoas gravemente enfermas, mulheres grávidas e aquelas que deram à luz há menos de trinta dias.

A humanidade é chamada a se unir numa só voz de clamor para ter o seu nome inscrito (em Rosh Hashaná) e selado (em Yom Kippur) no Livro da Vida.

Desejamos um Ano doce e bom!

SHANÁ TOVÁ UMETUKÁ!

Por Adriane Ferretti Salvitti, pastora da Igreja Apostólica Restaurando Nações – IARN Japão, palestrante nas áreas de saúde e espiritualidade fisioterapeuta e Health Coach

Rodrigo Salvitti, pastor da Igreja Apostólica Restaurando Nações – IARN Japão, palestrante na área de espiritualidade e fisioterapeuta.

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